sábado, 30 de julho de 2011

Time After Time


Time After Time

Eva Cassidy

Composição: Cyndi Lauper & Rob Hyman
Lying in my bed I hear the clock tick,
And think of you
Turning in circles confusion
Is nothing new
Flashback to warm nights
Almost left behind
Suitcase of memories,
Time after
Sometimes you picture me
I'm walking too far ahead
You're calling to me, I can't hear
What you have said
And you say go slow
I fall behind
The second hand unwinds
Chorus:
If you're lost you can look and you will find me
Time after time
If you fall I will catch you I'll be waiting
Time after time
If you fall I will catch you I'll be waiting
Time after time
Time after time
After your picture fades and darkness has
Turned to grey
Watching through windows I'm wondering
If you're OK
And you say go slow
I fall behind
The drum beats out of time
Chorus:
If you're lost you can look and you will find me
Time after time
If you fall I will catch you I'll be waiting
Time after time
If you fall I will catch you I'll be waiting
Time after time
Time after time
mmm…Time after time
Oooh…Time after time
Time after time

Tempos de solidão

Acabo de acordar... Como se saísse de dentro de um sonho para um pesadelo. Olho  os raios  de sol por entre as frestas da janela. Radiantes e amarelos como os de minha infância. Aos poucos vão se tornando cinzas e apagados como meus dias atuais.

Ainda ficaram alguns restícios do sonho. 

O Gilberto na escola procurando algo em papeis antigos... eu ajudando... há outros... almas... Luciano... Jurema.

Ônibus que me leva para algum lugar: casa, faculdade ou o porto. Estou próxima ao porto. Talvez na Consulã ou no meu porto imaginário, uma mistura de ferroviária e barcas ,  o canal ao fundo....
Penso em minha mãe e na casa.
Em partes da casa a luz aflora
Estou com a Mariú de carro nas ruas do cenro de porto alegre, subindo uma lomba íngreme,
Há gente nas janelas dospréios,altos como arranha-céus de vinte andares.
Sinto como se tivesse deitada dentro do carro. A subida é íngreme , quase vertical.
...
Em algum momento, sinto-me doente... Entre o sonho e a realidade, estou sufocando.
A gordura me aprisiona.
Vejo meus irmãos... eles estão comigo, mas estou longe.
Meu corpo está presente, minha alma não. Confusão em meus pensamentos.

Acordo.

Acho que acordo, não lembro de ter virado para janela. Olho a luz que se estingue. Meu cinza, meu mundo. Agora real. 
Corro, desesperada por comer algo. Qualquer coisa precisa ser devorada. Restos do almoço, pão, doces, leite condensado e iogurte.
Sorvo sem sentir o sabor. Com o frio do iogurte o dente se desloca causando um pequeno estremecimento de dor... quase desperto, mas continuo.
Volto pra cama aturdida,sem saber direito que estou fazendo angustiada. Ao término de minha comilança inapropriada fica a angústia do não saber porque fiz isso.


Não há paz.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Se hoje morresse...





Se hoje morresse tudo teria sentido
Minha vida, meus passos, minha mente sofrida


Se hoje morresse tudo acabava
A raiva, a sede, a esperança esgotava


Se hoje morresse eu não sangraria
A carne doída, a ferida escondida


Se hoje morresse já não mais sonhava
Com o carinho, o amor ou com uma paixão que brotava


Se hoje morresse tudo seria mais livre
A alma presa, a angústia contida


Se hoje morresse eu seria bela
Nas bocas, 
                     Nos pêsames, 
                                              De quem nunca me ouviu.

Canto para minha morte - Raul Seixas

h

Álvares de Azevedo : Se eu morresse amanhã





Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que doce n'alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!


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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Morte

Novamente tema de minha adoração: morte.
Fico questionando... Por que gosto tanto de pensar nela? Medos, anseios, dúvidas passam pela cabeça.
Existe algo além dela? Estou realmente preparada? Há um céu e um inferno? Se existe um céu, e acredito que sim, serei escolhida ou preterida? Atingi ou atingirei minha cota de bondade até meu fatídico dia? Minhas dívidas financeiras morrem comigo ou devo cobri-las antes de ir? Minha alma será perdoada pelos pequenos e grandes pecados? Ficarei vagando pela terra apegada a coisas inúteis? Estarei só? Encontrarei meus entes queridos? Conhecerei meu Deus? Sentirei vergonha perante Ele? Conhecerei minha verdadeira face que escondo de todos, inclusive de mim? Ou ainda descobrirei que não existem e nunca existiram segredos sobre a minha pessoa? Sentirão minha falta? Por quanto tempo? Um ano? Um mês? Uma hora? Serei substituída rapidamente? Sou assim tão mediocremente substituível? Fiz algo para não o ser?
Lá é melhor do que aqui? Sentirei falta do que perdi, de quem perdi, das coisas que não fiz? Sentirei vergonha de mim? De meus atos? De minhas tolices? De meus pensamentos? Ficarei despida de tudo, nua, exposta a toda verdade absoluta? Encontrarei respostas? Ou apenas dissiparei minha energia destruindo minha memória, minhas lembranças, tudo que compõe meu eu?
Talvez partículas infinitas de energia espalhando-se pelo ar. Sem passado... sem presente... sem futuro.