domingo, 13 de fevereiro de 2011

Morte

Novamente tema de minha adoração: morte.
Fico questionando... Por que gosto tanto de pensar nela? Medos, anseios, dúvidas passam pela cabeça.
Existe algo além dela? Estou realmente preparada? Há um céu e um inferno? Se existe um céu, e acredito que sim, serei escolhida ou preterida? Atingi ou atingirei minha cota de bondade até meu fatídico dia? Minhas dívidas financeiras morrem comigo ou devo cobri-las antes de ir? Minha alma será perdoada pelos pequenos e grandes pecados? Ficarei vagando pela terra apegada a coisas inúteis? Estarei só? Encontrarei meus entes queridos? Conhecerei meu Deus? Sentirei vergonha perante Ele? Conhecerei minha verdadeira face que escondo de todos, inclusive de mim? Ou ainda descobrirei que não existem e nunca existiram segredos sobre a minha pessoa? Sentirão minha falta? Por quanto tempo? Um ano? Um mês? Uma hora? Serei substituída rapidamente? Sou assim tão mediocremente substituível? Fiz algo para não o ser?
Lá é melhor do que aqui? Sentirei falta do que perdi, de quem perdi, das coisas que não fiz? Sentirei vergonha de mim? De meus atos? De minhas tolices? De meus pensamentos? Ficarei despida de tudo, nua, exposta a toda verdade absoluta? Encontrarei respostas? Ou apenas dissiparei minha energia destruindo minha memória, minhas lembranças, tudo que compõe meu eu?
Talvez partículas infinitas de energia espalhando-se pelo ar. Sem passado... sem presente... sem futuro.

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